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06 jul

Gestão de crise: como contornar situações inusitadas durante a rotina de trabalho na área da saúde

No ambiente hospitalar, devido ao cuidado e atenção que o enfermeiro precisa ter com a vida de um ou mais pacientes, é plausível que algumas ações fujam um pouco do habitual.

Infelizmente nem todo mundo está preparado para esse dia, mais a verdade é que ninguém está livre de passar por tal experiência. A pandemia, por exemplo, é uma prova disso.

Mas independente de qualquer adversidade, é muito importante ter criatividade, clareza e pró-atividade para saber como acalmar os ânimos e de alguma maneira, tentar resolver a situação.

Afinal, um enfermeiro profissional precisa estar sempre preparado para qualquer surpresa. Por isso, com o objetivo de ajudar os profissionais da saúde com a gestão de crise dentro de hospitais, estabelecimentos de saúde e em diversas situações em que o enfermeiro precisa prestar algum tipo de auxílio ao paciente, a HealthCare Digital (comunidade digital para o setor da saúde no mundo), compartilhou algumas dicas, que podem ajudar a solucionar alguns problemas com mais clareza. A seguir, confira.

7 dicas para enfrentar uma crise na área da saúde

Comunique-se: é impossível tentar resolver uma crise sem diálogo, não é mesmo? Esse é o primeiro ponto que faz parte de uma ação, que precisa ser planejada. E é muito importante que não haja brechas para ruídos ou desentendimentos durante a troca de informações. Para isso é fundamental seguir as instruções passadas pela equipe de comunicação da instituição, que deverá ser composta por profissionais treinados a lidar com crises.

Aprenda a identificar a crise: um bom enfermeiro deve estar sempre alerta. É preciso saber dividir a atenção entre o paciente e todas as questões que estão a sua volta. A partir daí, aos poucos, você vai adquirindo discernimento para identificar quando uma situação poderá fugir do controle e quais são as ações que podem ser realizadas naquele momento para minimizar danos futuros.

Seja proativo e trabalhe em equipe: já está mais do que comprovado que é impossível trabalhar sozinho. Por isso, se você tem vocação para liderança, assuma o controle, mas antes aprenda a delegar funções. Muitas pessoas podem congelar diante de uma situação inesperada, logo elas irão precisar de orientação para agir e se o líder não souber delegar, também não vai conseguir dar conta da situação.

Mantenha a agenda de contatos atualizada: toda instituição de saúde possui (ou deveria possuir) uma agenda com telefones e e-mails de gestores de crise, executivos, gestores de departamentos específicos, membros do conselho, funcionários da emergência e da equipe de comunicação. Manter essa lista atualizada é uma tarefa que não pode ser negligenciada durante a rotina de trabalho. Nunca se sabe de quem podemos precisar durante uma crise.

Cuidado com as informações: essa é uma responsabilidade que deve ser de todos os profissionais que trabalham na área da saúde. Disseminar informações incorretas ou suposições, pode atrapalhar, e muito, numa crise. É normal que pacientes e familiares fiquem aflitos em meio à emergências, por exemplo, mas tentar confortá-los com informações pouco relevantes ou que dê alguma margem para dúvidas, não será um comportamento ético ou inteligente. A mesma observação vale para a ação de compartilhar informações sigilosas, nas redes sociais ou com amigos e familiares que possam fazer parte de algum veículo de comunicação. Lembre-se: você escolheu ser enfermeiro e não o porta-voz da empresa.

Faça a sua parte: uma crise pode sim acontecer do nada, mas como diz o ditado: é melhor prevenir do que remediar. Por isso, sempre que começar a trabalhar em um novo local, procure conhecer (e aprender) qual é a cultura de prevenção diária da organização. Quanto maior for o número de colaboradores cientes de suas responsabilidades e das ações de seus colegas de trabalho, melhor será a resposta durante a gestão de uma crise.

Analise os resultados: é importante que o plano de ação para uma crise, seja analisado e atualizado com frequência. Pois o que funcionou há 10 anos pode não mais funcionar no presente. Então, atualize-se, faça cursos, procure referências e converse com o seu gestor de equipe. Todo cuidado pode fazer a diferença no final.

E aí, gostou das dicas? Então, compartilhe nos comentários o que você já aprendeu durante a sua vida acadêmica ou profissional sobre gestão de crise.

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