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05 jun

Alimentação saudável, um comportamento que deve ser praticado em família

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), aproximadamente 38 milhões de crianças, menores de cinco anos, estão acima do peso.

Por isso, o dia 03 de junho é marcado como o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, como uma tentativa de alertar para o problema, mesmo que muitas pessoas ainda não consideram a obesidade uma doença.

Para os especialistas em saúde infantil, essa é uma questão que deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar. Do nutricionista ao instrutor de esportes. E mais do que isso, a mudança de comportamento deve acontecer em toda a família. Afinal, os mais velhos sempre serão o exemplo para os menores.

No filme Muito Além do Peso – dirigido pela cineasta Estela Renner – é possível perceber como a maioria das crianças em idade escolar não sabe identificar alguns vegetais, em decorrência da falta de consumo dos mesmos. O documentário analisa não somente a qualidade da alimentação infantil, como também os efeitos da publicidade de alimentos processados.

Em visita ao Rio de Janeiro, em abril de 2019, o representante da FAO, Rafael Zavalla, disse que o maior problema da América Latina não é mais a fome, mas sim a obesidade e citou três pilares que sustentam essa situação: grande variedade de produtos ultraprocessados sendo comercializados, a publicidade e o sedentarismo.

Dentre os dez países líderes da obesidade no mundo, quatro estão nas Américas, sendo dois na América Latina: México (32,4%) e Brasil (20,8%).

Mas como cuidar da alimentação dos pequenos?

Menos processados, mais in natura. Esse é o primeiro passo para uma infância saudável. Fazer concessões em troca de ‘’guloseimas’’, também não é uma boa atitude. É importante que a criança aprenda que não pode agir de acordo com recompensas em doces, por exemplo.

Outro fator decisivo para combater a obesidade é sem dúvida o exemplo. Adultos não podem exigir das crianças o que eles mesmos não praticam. O ideal é que as refeições sejam pensadas e preparadas em família, para que esse comportamento seja um hábito replicado a vida inteira.

A prática de atividade física também é algo fundamental na vida de crianças e adolescente e deve ser incentivada sempre, mas respeitando o limite de cada um. Afinal, o esporte faz bem não só para o corpo, mas também para a mente.

E para aplicar tudo isso durante o distanciamento social?

Cozinhar e brincar em família são algumas alternativas que podem ajudar os adultos a manter as crianças saudáveis e ao mesmo tempo em movimento.

Além de ouvir as crianças e tentar entender o que eles realmente gostam de comer, existe também o exercício de criar novas combinações de alimentos, pois para os pequenos talvez seja necessário um toque especial, que só uma conversando para identificar.

Brincadeiras como amarelinha, pular corda ou até mesmo alguns exercícios básicos como polichinelo, podem ser maneiras de divertir as crianças e tirar a atenção delas da frente da televisão, computador ou celular.

Antes de qualquer coisa, temos que ter em mente que o distanciamento social, vai passar. Mas até isso acontecer, não podemos continuar negligenciando nossos hábitos de saúde devido a uma situação atípica.

Para famílias que já estão enfrentando a obesidade, o primeiro passo procurar ajuda de profissionais qualificado para te auxiliar. Conversar com o pediatra é muito importante.

Para saber por onde começar, acesse:  https://abeso.org.br/

E não deixe de compartilhar conosco e com a sua família estas informações. 😉 

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