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21 mar

Síndrome de Down: vamos falar sobre inclusão social?

Mesmo em 2020, a Síndrome de Down ainda é motivo para preconceito. Infelizmente ainda há uma parcela grande de pessoas a desconhecer (ou ignorar) o fato de que a Síndrome de Down não é uma doença, apenas uma condição genética diferente.

Mas, de fato, o que é a Síndrome de Down?

No código genético humano, há, geralmente 46 cromossomos, ou seja, estruturas dentro das células que contêm o DNA e diversos genes. São dois pares de 23 cromossomos. Portadores de Síndrome de Down trazem, em 95% dos casos, um cromossomo extra na sequência 21, daí o termo trissomia do cromossomo 21. Por sua vez, pode ocorrer em 5% dos casos a existência de dois cromossomos 21, porém, unidos a outro cromossomo.

Entre algumas características, os portadores dessa síndrome apresentam um sensível atraso para o desenvolvimento das coordenações motora e mental. Mas isso, felizmente, não significa que não possam crescer, aprender e participar da vida em sociedade.

Pessoas com Síndrome de Down aprendem e se desenvolvem ao tempo deles e a sociedade tem que estar preparada para lidar com isso, criando condições, oportunidade e direitos.

Aliás, em seu livro “Síndrome de Down: uma introdução para pais e cuidadores”, um dos principais especialistas do mundo no assunto, o psicólogo e professor britânico Cliff Cunningham, apresenta um estudo que revela números muito animadores: 80% das crianças com a síndrome conseguiram ser integradas com facilidade em pré-escolas.

Síndrome de Down: desafios e oportunidades no mercado de trabalho

Um emprego é o passe para a vida adulta e quando falamos de pessoas com deficiência intelectual esse passo é ainda mais importante. É uma forma de ter um projeto de vida estruturado, a possibilidade de conhecer pessoas novas e aprofundar relacionamentos, além da chance de vivenciar desafios, o que muitas vezes são suas primeiras oportunidades.

E, nesse sentido, muitas vezes escutamos a seguinte pergunta: “pessoas com Síndrome de Down podem trabalhar?”.

Passível ao seu desenvolvimento em sociedade, a pessoa com Síndrome de Down pode trabalhar. Mais que isso: as próprias organizações caminham, mesmo que a curtos passos, rumo a uma maior abertura para inclusão de pessoas com essa característica.

Contudo, infelizmente, nem sempre está tão claro o quanto a diversidade é importante para as organizações.

No Brasil, a Lei de Cotas ajudou no aumento de contratações, mas ainda há muito o que melhorar. Falta estudos, dados e incentivo social. Para as deficiências intelectuais, o cenário ainda é mais complicado, há preconceitos e uma série de mitos que envolve esses profissionais.

Não há dúvidas de que há um longo caminho a ser percorrido, mas o primeiro passo está nas mãos de cada pessoa. Você pode compartilhar esse texto e já estará ajudando, ou quem sabe tendo uma conversa com seu chefe sobre o assunto. Vale até mesmo levar este assunto para a sua roda de amigos. A diversidade e a inclusão precisam do seu apoio.

Um pouco mais sobre a Síndrome de Down

  • A causa da Síndrome de Down foi descoberta no final dos anos de 1950, mais precisamente em 1959, quando o médico e professor em genética francês Jérôme Lejeune identificou a anomalia que causa a trissomia 21.
  • O nome é uma alusão a John Langdon Down, médico britânico que descreveu, em 1866, pela primeira vez, as características de uma criança com Síndrome de Down.
  • De acordo com censo promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, há cerca de 300 mil pessoas com a síndrome no país, equivalente a 0,15% da população.
  • Os principais índices de incidência de Síndrome de Down ocorrem em gravidez a partir dos 35 anos. Estudos apontam que grávidas a partir dos 35 anos apresentam 0,5% de chances de terem seu bebê com a síndrome. A marca aumenta gradativamente, chegando até 10% em gestantes próximas dos 50 anos.

A inclusão da pessoa com Síndrome de Down na sociedade é uma causa que deve ser defendida por todos nós! Portanto, compartilhe esse texto com outras pessoas!

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