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05 set

Campanha Setembro Amarelo faz alerta para um problema de saúde pública

Mesmo com tantos casos notórios, crescentes a cada ano, ainda existe uma expressiva barreira para falar sobre suicídio

Estima-se que no mundo ocorra um suicídio a cada 40 segundos, e que geralmente as vítimas sejam jovens com idades entre 15 a 29 anos. No Brasil, pelo menos 32 pessoas tiram suas vidas, todos os dias. Segundo dados publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. 

Infelizmente o suicídio ainda não é visto como um problema de saúde pública, mas sim uma espécie de fraqueza de conduta ou personalidade. E não são apenas os adolescentes as principais vítimas desse vilão, pessoas em qualquer fase da vida podem apresentar vontade de tirar a própria vida.

 É por isso, que desde setembro de 2015 o Centro de Valorização da Vida (CVV), juntamente com Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) iniciaram no Brasil a Campanha do Setembro Amarelo, com o objetivo de alertar a população sobre o caso. 

A iniciativa foi criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de prevenir o ato do suicídio, através da adoção de estratégias pelos governos dos países. Neste dia, realizam-se cerca de 600 atividades em 70 países ao redor do mundo.

A campanha incentiva que a melhor forma de se evitar um suicídio é através de diálogos e discussões que abordem o problema.

Como identificar sinais e ajudar alguém com depressão?

As pessoas que pensam em suicídio normalmente estão tentando fugir de uma situação da vida que lhes parece insuportável, buscando o alívio por sentirem envergonhadas, culpadas ou vítimas. Além de também estarem enfrentando sensação de perda, rejeição ou solidão.

Nesta situação todo apoio da família, amigos e ajuda profissional, sempre será de extrema importância. Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. 

Não entre em choque, fique envergonhado ou demonstre pânico. Se a situação chegar a um ponto alarmante, busque ajuda em uma unidade de saúde, os famosos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) ou apoio emocional nos CVV (Centros de Valorização da Vida), ligue para o 188.

E lembre-se: a grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você perceber alterações no comportamento de alguém que você conhece, como:
– Isolamento;

– Mudanças marcantes de hábitos;

– Perda de interesse por atividades de que gostava;

– Descuido com aparência;

– Piora do desempenho na escola ou no trabalho;

– Alterações no sono e no apetite;

– Frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer”;

Ofereça ou procure ajuda.

 

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